domingo, 19 de novembro de 2017

Estagnei, e agora?

Olho à minha volta e vejo os amigos de sempre, a família de sempre, a casa de sempre, as dificuldades de sempre, as tristezas de sempre.
Olho à minha volta e percebo que tanto tempo passou e nada mudou.
Não sei quem sou, não sei qual o meu karma, não sei porque aqui estou. Apenas cheguei e luto por algo diferente. Mas por mais que lute sinto que tudo continua igual.
Vivemos sempre ansiosos, pelo amanhã, pelo momento em que alcançaremos os nossos sonhos, por um trabalho, por aquele (a) que nos dedicará todo o seu amor. Vivemos tão ansiosos que nos esquecemos de viver, de aproveitar as pequenas coisas, os pequenos momentos que surgem nas nossas vidas.
Choro! Choro e não durmo, é assim todas as noite.
Deito-me, penso no que alcancei ao longo do dia, e não durmo.
Penso no que poderia ter sido e não durmo.
Penso no que foi e choro.
Choro e não durmo.
A ansiedade invade o meu peito e parece querer expulsar o meu coração, e novamente não sei quem sou, não sei qual o meu karma, não sei porque aqui estou.
Não sei quando me perdi de mim nem quando voltarei a encontrar-me.
Olho à minha volta e vejo os amigos de sempre, a família de sempre, a casa de sempre, as dificuldades de sempre, as tristezas de sempre.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Ao meu "eu" de 9 anos

Alguma vez te sentiste perdida(o) no mundo? Sem saber quem és de verdade, o que te move, o que te faz feliz.
Alguma vez te sentiste sem rumo, sem chão, estagnada(o) num ciclo vicioso?

Hoje eu vejo-me ao espelho e penso "onde foi que me perdi?" 
Quando era criança vivia rodeada de felicidade, sabia exatamente aquilo que queria para mim. Sentia-me amada. Mas então tudo mudou.

Se pudesse falar com o meu "eu" de 9 anos diria tanta coisa, mas essencialmente:

"Foi naquele momento em que em que te despediste da tua família e mudaste de país que a tua vida mudou por completo. 
De repente, aquela criança brincalhona, carinhosa, faladora, começou a sê-lo cada vez menos. Muito devido às circunstâncias e local em que vivias, mas principalmente porque já não te sentias tu. 
Gostava de poder dizer-te que foi uma pequena fase e que tudo melhorou com o passar do tempos, todas as magoas, todas as tristezas e saudades que sentiste. No entanto, ambas sabemos que isso não é verdade.
Caímos tantas vezes, erguemos-nos outras tantas, apenas para voltar a cair, mas nunca desistimos de voltar a erguer-nos tantas vezes quantas fossem necessárias. 

Aonde foi que nos perdemos?
Quando é que deixamos de sorrir pelas coisas mais simples que a vida nos dava?
Quando é que nos perdemos daquilo que nos fazia feliz?

Ao meu "eu" de 9 anos, gostaria de dizer que sempre admirei a tua força, a tua coragem e esperança num futuro melhor.

Gostaria de te dizer, que esse futuro melhor não tardou a chegar, mas a verdade é que continuo à espera dele, continuo a tentar seguir os melhores caminhos, ainda que por vezes sejam difíceis, para que esse futuro chegue e eu volte a ter o mesmo sorriso que tu tinhas à 17 anos atrás.

P.S.: O que sou hoje devo-o a ti, por nunca teres desistido de ti. 
Lembra-te, não importa aquilo que irás ouvir no futuro, ama-te e acredita em ti acima de tudo. Acredita que podes ser amada e que o teu amor tem um lugar. "



J.C.



Estagnei, e agora?

Olho à minha volta e vejo os amigos de sempre, a família de sempre, a casa de sempre, as dificuldades de sempre, as tristezas de sempre. O...